A jogadora Tifanny Abreu, atualmente defendendo as cores do Osasco Voleibol, expressou forte descontentamento com as recentes diretrizes implementadas pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A atleta busca reverter o veto imposto pela entidade contra a participação de pessoas trans nas competições nacionais femininas, lamentando a forma repentina como a medida entrou em vigor.
Ausência de comunicação prévia causou surpresa
Segundo o relato da atleta, não existiu qualquer tipo de diálogo ou notificação antes de a norma ser oficializada pelo órgão regulador do voleibol nacional. O próprio clube paulista não recebeu informações prévias sobre a deliberação que alteraria o cenário esportivo da jogadora.
Não, nenhum contato da CBV comigo, nenhum contato da CBV com o clube. E a gente foi pego de surpresa, isso realmente machucou bastante, contou.
Impacto no legado esportivo e sentimento de exclusão
Para a oposta do Osasco, a decisão afeta de maneira profunda a trajetória vitoriosa que ela pavimentou no esporte nos últimos anos, além de prejudicar a identificação construída junto aos torcedores. A jogadora manifestou preocupação em relação ao encerramento forçado de sua trajetória profissional nas quadras.
Eu gostaria de ser lembrada assim, como eu sou. E é uma história que vai acabar desse jeito. Parece que é algo que vai acabar assim com essa exclusão., afirmou.
Ao abordar o tratamento recebido e a postura dos dirigentes diante do episódio, Tifanny pontuou a carência de sensibilidade humana, afastando sentimentos de ódio pessoal, mas apontando abandono institucional.
Raiva eu não sinto porque eu acho que raiva é um sentimento que machuca muitas pessoas. Eu sinto um desprezo, disse.
Situação contratual e atuações no Campeonato Paulista
Apesar do cenário de incerteza em âmbito federal, a jogadora segue em atividade. Tifanny revelou que mantém acordos de vínculo semestral com o clube osasquense, com compromisso firmado até março do próximo ano.
No âmbito estadual, ela continua liberada para jogar o Campeonato Paulista. Como o torneio estadual já se encontrava em andamento quando a determinação da confederação veio a público, a regulamentação não teve efeito imediato sobre essa disputa específica, permitindo que a atleta finalize a competição com a equipe.