No último domingo, durante o debate da TV Band, Flávio Bolsonaro (PL) adotou uma estratégia que chamou a atenção nas redes sociais: posicionar-se atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enquanto este falava. Essa tática gerou comparações com a abordagem de Donald Trump em suas disputas contra Hillary Clinton em 2016.
Comparações com o passado
Diversos internautas destacaram a semelhança entre a atuação de Flávio e a de Trump, que também costumava se posicionar atrás de Hillary durante os debates. Um usuário comentou: “Em 2016, Donald Trump também ficava atrás da Hillary Clinton. Provavelmente foi daí que veio a estratégia de Flávio Bolsonaro no debate de hoje.” Essa abordagem, no entanto, não passou despercebida pela equipe do candidato petista, que se manifestou contrária à prática.
Reações e desconfortos
A presença de Flávio ao fundo enquanto Lula falava gerou incômodo na campanha do ex-presidente. Durante o intervalo do debate, Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação da campanha de Lula, se dirigiu ao senador para expressar sua insatisfação com a situação, argumentando que essa prática não deveria ocorrer. Apesar disso, Flávio continuou a se movimentar no estúdio, aparecendo atrás de Lula durante o restante do embate.
Críticas à qualidade do debate
O jornalista Mauricio Stycer também se manifestou sobre a postura de Flávio, afirmando que ele “imitou o deboche de Trump contra Hillary Clinton fazendo caras e bocas atrás de Lula”. Stycer criticou a qualidade do debate, dizendo que “foi um desastre” e que o formato permitiu que a discussão se tornasse superficial, com “mentiras a granel entrando na casa das pessoas”.
Este foi o primeiro debate direto entre os dois candidatos, que não tiveram a oportunidade de se confrontar no primeiro turno. As pesquisas de intenção de voto indicam uma disputa acirrada, com Flávio Bolsonaro atingindo 47% e Lula 45% nas últimas medições do Datafolha, e 46% contra 44% na pesquisa da Quaest. Ambos os levantamentos apresentam margem de erro de dois pontos percentuais, evidenciando a proximidade entre os candidatos.