A Confederação Asiática de Futebol (AFC) anunciou, em reunião realizada em Tóquio, seu apoio à candidatura de Gianni Infantino à presidência da FIFA. Essa declaração ocorre em um contexto de rejeição a um plano do dirigente que visava abrir as competições da entidade a investidores privados, uma proposta que recebeu críticas significativas.
Apoio da AFC e o contexto das divergências
O presidente da AFC, xeque Salman bin Ebrahim al Khalifa, enfatizou a importância do apoio da confederação ao atual presidente da FIFA. “Acredito que reafirmamos nosso compromisso total, é claro, de apoiá-lo e apoiar sua liderança na busca por um novo mandato como presidente da FIFA”, afirmou Salman, ressaltando a clareza da posição da AFC.
Rejeição ao plano comercial
Em agosto, a AFC, junto com a UEFA e a Concacaf, havia se oposto à proposta de Infantino de criar uma estrutura comercial que permitiria a participação de investidores privados em competições da FIFA, incluindo a Copa do Mundo. Essa iniciativa levou a um aumento das críticas ao suíço, resultando em pedidos de renúncia e na perda de apoio de várias associações.
Reconciliação e olhar para o futuro
Salman reconheceu que houve desentendimentos entre a AFC e Infantino, mas ressaltou que essas questões não devem interferir no apoio à sua candidatura. “Mas não vamos relacionar as duas coisas. Precisamos seguir em frente… o futebol é mais forte quando trabalhamos juntos”, declarou o presidente da AFC, referindo-se aos problemas discutidos anteriormente entre ele e Infantino.
Infantino, que lidera a FIFA desde 2016, está na corrida pela reeleição marcada para março de 2027, com o prazo para candidaturas se encerrando em 18 de novembro. Apesar das críticas, especialmente na Europa, até agora não surgiram candidatos fortes para desafiá-lo. O apoio da AFC é considerado crucial em sua campanha, especialmente em meio a tensões relacionadas a propostas comerciais e críticas de associações nacionais.