O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira que a decisão de aumentar o valor do Bolsa Família duas semanas antes do primeiro turno ocorreu porque ele não sabia que o programa não havia sido reajustado nos quatro anos de governo. A declaração ocorreu durante entrevista à TV Globo.
—Eu não sabia (que não tinha havido reajuste), porque é inexplicável que no governo do Lula alguém pense em não reajustar a inflação no salário das pessoas, mas aconteceu.
Antes da votação em primeiro turno, Lula lançou um pacote de olho na repercussão de novas medidas em seu desempenho nas urnas. O presidente deu reajuste de 15% no Bolsa Família e lançou um novo Desenrola, chamado de 3.0, para renegociar as dívidas de brasileiros.
O reajuste começará a ser pago em 19 de outubro, antes do segundo turno da eleição. O valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio subirá para R$ 777.
O piso de R$ 600 foi estabelecido no governo Jair Bolsonaro, quando houve a transição do Auxílio Emergencial, criado na pandemia de Covid-19, para o Auxílio Brasil – programa que voltou a ser chamado de Bolsa Família com a posse de Lula em 2023.
O presidente também abriu uma ofensiva contra as casas de apostas e editou uma Medida Provisória que proibiu as bets e jogos de cassino on-line. Entre outras medidas anunciadas nos últimos dias está o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs). O petista também anunciou que mandará uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso para garantir transporte público de graça aos fins de semana.
Pesquisa Datafolha divulgada mais cedo mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de votos totais, contra 45% de Lula. Em relação ao levantamento da semana passada, o filho de Jair Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo, enquanto o petista se manteve no mesmo patamar.